
Estava escuro, mas só de ver os contornos imperfeitos do teu corpo desenhados pelo luar caminhando na minha direcção, esbocei um sorriso. Nunca costumo sorrir, de tal modo que às vezes penso que tenho os maxilares colados um ao outro. Mas desta vez nem tive que me esforçar para que isso acontecesse. És assim, surpreendes-me!
- Senta-te. Vem falar comigo. Conta-me como tens passado – disse.
Na verdade, só te queria ouvir. Fez-me falta a tua voz. Por vezes, quando estamos muito tempo separados, são os pormenores mais simples que me ocupam o pensamento durante os dias. Lembras-te da última vez quando chegaste a casa e me perguntas-te “Porque é que cheira tanto ao meu perfume pela casa inteira?”. Pois é, apanhaste-me. Habituei-me incontornavelmente ao teu cheiro que não consegui viver sem ele. Tirei a tampa do pequeno frasco cor-de-rosa e desatei a espalhá-lo por todas as divisões.
Gosto destas pequenas lembranças. Fazem-me gostar ainda mais de ti. Mas, como deves calcular, não quero voltar a ter memórias deste tipo. Significam que estive longe de ti. Quero-te aqui comigo, nem que seja sentada neste banco de pedra, mas quero-te. Eternamente.
- Amo-te – ouvi-me dizer, temendo que a distância se impusesse de novo entre os nossos corpos e levasse a voz e o perfume de que eu tanto gosto.
- Senta-te. Vem falar comigo. Conta-me como tens passado – disse.
Na verdade, só te queria ouvir. Fez-me falta a tua voz. Por vezes, quando estamos muito tempo separados, são os pormenores mais simples que me ocupam o pensamento durante os dias. Lembras-te da última vez quando chegaste a casa e me perguntas-te “Porque é que cheira tanto ao meu perfume pela casa inteira?”. Pois é, apanhaste-me. Habituei-me incontornavelmente ao teu cheiro que não consegui viver sem ele. Tirei a tampa do pequeno frasco cor-de-rosa e desatei a espalhá-lo por todas as divisões.
Gosto destas pequenas lembranças. Fazem-me gostar ainda mais de ti. Mas, como deves calcular, não quero voltar a ter memórias deste tipo. Significam que estive longe de ti. Quero-te aqui comigo, nem que seja sentada neste banco de pedra, mas quero-te. Eternamente.
- Amo-te – ouvi-me dizer, temendo que a distância se impusesse de novo entre os nossos corpos e levasse a voz e o perfume de que eu tanto gosto.
